O segredo das nomenclaturas MSG e USG

Inúmeras vezes vi profissionais “amarrando” histórias para explicar as nomenclaturas MSG e USG e as suas interligações. Após muito pesquisar e juntar histórias consegui encontrar a explicação simples e correta. Descrevo abaixo a história de ambas nomenclaturas.

Os primeiros padrões de bitola eram, na verdade, numerados de maneira inversa. Esse padrão era conhecido como American Institute of Mining Engineers Standard Decimal Gauge, implantado a partir de 1877. O número dado foi através do calibre da espessura da folha em milésimos de polegada.

As unidades de medida às quais estamos mais acostumados começaram com o “US Standard Gauge” ou USG para fins de cobrança de impostos em 1893, nos Estados Unidos. Eles definiram a massa de um pé cúbico de ferro forjado como 480 libras. Dessa maneira uma chapa medindo um pé por um pé com espessura de meia polegada pesaria 20 libras, ou 320 onças, e o padrão inicial de peso da chapa de aço de 320 onças por pé quadrado foi definido como #7/0. De #7/0 a #1, a sequência foi para baixo com saltos de 20 onças, (320, 300,…, 180). Notem que o índice #0 não era usada oficialmente. Depois de #2 a #14 decrescia com saltos de dez onças, a partir de #15 a #16 por cinco onças, a partir de #17 para #20 por quatro onças, a partir de #21 para # 26 por duas onças, de #27 para # 31 com uma onça de #32 para #36, meia onça, de #37 para #40, um quarto de onça e, finalmente, de #41 até #44 decrescendo com 0,125 onças, tendo portanto a chapa #44 um peso de 3 onças.

A bitola padrão US não foi muito útil, porque a maioria dos metais comercializados eram laminados de aço, e não de ferro forjado, e laminados de aço pesavam mais de 502 onças por pé quadrado. Nunca ficou claro se o aço estava sendo vendido/tributados pela espessura ou peso por pé quadrado.

Após dois anos de confusão, a American Railway Master Mechanics Association apelou a um regresso ao indicador decimal. Desde então, o indicador decimal tem sido muitas vezes chamado de “Master Mechanics Gauge”.

Apesar dessa regressão, a maioria dos fabricantes continuou a usar uma variante da bitola padrão US, interpretado por peso e não pela espessura. Esse padrão é chamado de “Manufacturer’s Standard Gauge” ou simplesmente “MSG”, essa unidade de medida é a mais comum para comercialização de chapas de aço nos Estados Unidos, sendo largamente usada no Brasil. É por isso que #16, que foi originalmente 1/16” = 0,0625” = 1,59mm de espessura, usando o indicador MSG, é realmente 480/502 desta espessura, ou seja 0,0598” = 1,51892mm = 1,52mm.

Segue em anexo um exemplo das conversões de USG para MSG, conforme explanado acima: Bitolas MSG (755)

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Dosador de concreto

Como é de senso comum o concreto surge da conveniente mistura de componentes cimenticios (aglomerantes, geralmente o cimento portland), agregados de diferentes diâmetros e água, sendo ainda comum a introdução de elementos aditivos para a tomada de características específicas esperadas para a obra.

De maneira geral pode se classificar os componentes mais comuns do concreto como sendo:
•    Aglomerante: componentes cimenticios;
•    Agregado Miúdo: areia natural ou artificial (pó de pedra beneficiado), pó de pedra;
•    Agregado Graúdo: pedra britada ou seixo natural;
•    Água: podendo ter parte ou totalidade substituída por gelo;
•    Aditivo: plastificante, retardador de pega;
•    Adições: metacaulim, cinza volante, pozolanas, cal, pó de pedra;

Estima-se que 7,5 quilômetros cúbicos de concreto são feitos a cada ano, ou seja, mais de um metro cúbico para cada habitante da terra (dados de 2006), sendo assim considerado o material confeccionado pelo homem mais utilizado na construção civil no mundo.

Entretanto a larga usabilidade traz um problema muito comum no dia a dia dos profissionais ligados à construção civil: “Qual a dosagem correta e como levar essa dosagem de forma fácil para as obras?”. Para nós profissionais é fácil, chegando até a ser banal, elaborar as dosagens conforme especificações, corrigir teores excessivos de água, indicar qual a proporção entre agregado graúdo e miúdo, mas e para aqueles que trabalham sob nossa batuta e estão lá na obra?

Vários materiais divulgados pela internet apresentam tabelas prontas, planilhas de calculo simplificadas ou simplesmente “números mágicos” (quantidades surgidas do nada e sem a menor explicação técnica apresentada como a solução para todos os problemas inerentes a dosagem desse material).

No Brasil a ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) apresenta uma metodologia de cálculo que tem se mostrado eficiente e interessante. Entretanto essa metodologia é um tanto quanto dispendiosa e enfadonha. Outro fator que incide sobre o trabalho da dosagem é a grandiosa gama de possibilidades apresentada pelos materiais deixando até mesmo os profissionais mais experientes confusos.

Dessa maneira, baseado no excelente trabalho que a engenheira Alessandra Martins Cunha desenvolveu para sua conclusão de curso, elaborei o programa abaixo que tenta abranger a maior quantidade de possibilidades imagináveis para a confecção do concreto básico.

O programa tem face bastante intuitiva e é de fácil usabilidade. Me disponho através do campo de comentários abaixo para resolver dúvidas de uso. Caso tenham alguma crítica, sugestão ou elogio ficarei muito grato em ler!

Ouso alertar aos transeuntes desavisados que é imprescindível a presença de um profissional qualificado para QUALQUER obra, portanto antes de você começar aquela reforma na sua garagem usando esse programa como base, PARE E LIGUE PARA UM ENGENHEIRO DE SUA CONFIANÇA, somente um profissional qualificado poderá garantir que sua obra tenha as características desejadas. Aos colegas engenheiros que desejam utilizar esse programa deixo claro que nenhum programa substitui o bom senso e o tato de um profissional.

Para os usuários do Linux, recomendo o uso do Wine para poder rodar o programa.

Clique aqui para fazer o download: Dosador de concreto (2195)

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Problemas com o site.

Prezados, no final do ano passado tive problemas com esse espaço onde coloco minhas ideias, artigos e programas.

Como diz o ditado: “em casa de ferreiro o espeto é de pau”, eu não tinha nenhum backup dos artigos publicados e estou tendo um pouco de dificuldades para recuperá-los. Por sorte todos os programas criados estão a salvo…

Assim, quando eu for recuperando os textos ou for tendo novas inspirações vou colocando de volta na página (e fazendo backup)!

Saudações e me desculpem pelo transtorno.

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